Veeva ID: PT-23900 aprovado a 06/2026
Incidência
Sintomas
Fatores de risco
Mutações BRCA
O pâncreas é o órgão responsável pela produção de enzimas digestivas e hormonas, como a insulina, estando localizado na zona superior do abdómen, atrás do estômago.1 O cancro do pâncreas é a quarta causa mais comum de morte por cancro em todo o mundo, tanto em homens como em mulheres, e afeta principalmente pessoas mais velhas.1
A idade média de diagnóstico é de 71 anos no Homem e 75 anos na Mulher.1
A maioria dos casos de cancro do pâncreas começa na região exócrina, a parte do pâncreas responsável pela produção de enzimas digestivas.1
Adaptado de 1 e 2
O cancro do ovário é uma das principais causas de mortalidade ginecológica, com cerca de 700 novos casos anuais em Portugal (GLOBOCAN 2022). A incidência aumenta com a idade, sendo a maioria dos diagnósticos após a menopausa, e prevê‑se um aumento do número de casos nas próximas décadas.1
Geralmente, numa fase inicial, o cancro do pâncreas não apresenta sintomas. À medida que o tumor evolui, os sintomas podem variar dependendo da sua localização: cabeça, corpo ou cauda do pâncreas. Os tumores na cabeça do pâncreas tendem a causar mais sintomas do que aqueles que se encontram no corpo ou na cauda, devido à possibilidade de causarem pressão sobre o ducto biliar ou pancreático1
Os sintomas associados a este tipo de cancro incluem:1
As causas exatas do cancro do pâncreas não são totalmente conhecidas, embora vários fatores de risco tenham sido identificados, incluindo:1
A história familiar de cancro do pâncreas e a presença de determinadas mutações genéticas aumentam a probabilidade de desenvolver este tumor, entre elas as mutações nos genes BRCA1 e BRCA2.1
O risco de desenvolver cancro do pâncreas para os portadores de mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2 situa-se:2
3-6X superior comparativamente com o risco relativo da população em geral.
Desde a sua identificação na década dos anos noventa, os critérios clínicos para pedir o estudo dos genes BRCA têm vindo a ser cada vez mais abrangentes, sobretudo após o desenvolvimento de novas terapêuticas cuja ação se baseia no mecanismo molecular subjacente a estes cancros, e que constituem hoje fármacos de eleição neste subgrupo.1
O critério delineado para pesquisa de mutação BRCA 1/2 nestes casos é a existência de casos de cancro do pâncreas exócrino, em qualquer idade.2
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