O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano.1 Tem dois lóbulos e preenche o lado direito superior do abdómen dentro da caixa torácica.2 As principais funções do fígado incluem:
O cancro do fígado afeta o sistema digestivo e é também um dos tipos de tumores que ocorrem no sistema hepatobiliopancreático, que inclui o fígado, o pâncreas e as vias biliares.4 Trata-se de uma condição em que as células se multiplicam de forma descontrolada, resultando na formação de células malignas nos tecidos do fígado.2,3
O fígado é composto por diferentes tipos de células que podem formar vários tipos de tumores malignos (cancerosos) e benignos (não cancerosos). Estes tumores apresentam origens diferentes, são tratados de forma distinta e apresentam um prognóstico diferente.8
O risco de desenvolver qualquer cancro depende de diversos fatores, incluindo idade, estilo de vida, componente genética e fatores ambientais.17 No entanto, a presença de fatores de risco conhecidos não significa necessariamente que se desenvolverá cancro do fígado.17 Embora ainda não se conheçam todas as causas associadas a este tipo de cancro, os principais fatores de risco identificados são:
Diagnóstico
A deteção precoce é crucial para um melhor prognóstico e tratamento eficaz.21
Se apresentar sintomas sugestivos de cancro do fígado, consulte um profissional de saúde que o pode ajudar através de exames complementares de diagnóstico a obter um diagnóstico completo, bem a como compreender a extensão da doença.1
– Uma combinação de exames físicos, bioquímicos e imagiológicos são frequentemente utilizados para diagnosticar o cancro do fígado.
– A biópsia permanece o método mais definitivo para diagnosticar o cancro do fígado, embora nem sempre seja necessário se os exames imagiológicos forem conclusivos.21,23
- Testes adicionais podem ser necessários para verificar a disseminação do cancro ou examinar os ductos biliares, dependendo das circunstâncias individuais.
Compreender os vários testes diagnósticos para o cancro do fígado pode ajudá-lo/a a saber o que esperar e a importância da deteção precoce. Se apresentar quaisquer sintomas ou tiver fatores de risco, consulte o seu profissional de saúde para uma avaliação completa e testes adequados.
O estadiamento é fundamental para compreender a extensão do cancro do fígado e planear o tratamento adequado.4,26 Este processo determina se a massa tumoral se propagou ou não para outros orgãos e, se sim, em que proporções.23
Sistema de Estadiamento BCLC (Barcelona Clinic Liver Cancer)
O seu médico pode recorrer a diversos sistemas para o estadiamento e para determinar o tratamento mais adequado para cada caso.26 Um desses sistemas é o Barcelona Clinic Liver Cancer (BCLC) que tem em consideração os seguintes fatores:
A pontuação Child-Pugh é uma ferramenta de avaliação da função hepática, especialmente relevante para doentes com cirrose hepática, uma condição frequentemente associada ao cancro do fígado.23
O sistema BCLC permite classificar os doentes em cinco estadios distintos:27
Adaptado de 27
O estadiamento do cancro do fígado, abrangendo sistemas como BCLC e a classificação Child-Pugh, é essencial para uma abordagem abrangente e personalizada no tratamento desta doença complexa. Ao integrar informações clínicas, radiológicas e patológicas, os médicos podem tomar decisões informadas para oferecer o melhor cuidado aos doentes.23,26
Os tratamentos do cancro primário do fígado dependem do estadio da doença, da idade, saúde geral e preferências pessoais do doente.25 Embora o objetivo seja o diagnóstico e a deteção precoces, a maioria dos sinais e sintomas só surgem num estadio avançado, e tumores em estadios iniciais são frequentemente difíceis de detetar em exames físicos ou em parâmetros bioquímicos.28 Deste modo, a maioria dos doentes é diagnosticada em estadios mais avançados da doença, quando as opções de tratamento são limitadas.28
A terapia de embolização é utilizada com o objetivo de tratar tumores em estadios iniciais e intermédios que não podem ser tratados com cirurgia ou ablação térmica e cujo tumor se encontra circunscrito ao fígado. Existem dois tipos principais de terapia de embolização: a Embolização Transarterial (TAE) e a Quimioembolização Transarterial (TACE) e a Radioembolização Transarterial (TARE).29,30 Ambos os métodos visam restringir o crescimento do tumor ao privá-lo de nutrientes essenciais, bloqueando o fluxo sanguíneo para o tumor utilizando uma substância que obstrui a artéria hepática. Para além deste mecanismo de ação, a TACE permite ainda a administração de quimioterapia diretamente na artéria para aumentar a exposição do tumor ao medicamento.29
Atualmente, existe uma necessidade médica crítica de novos tratamentos para doentes em estadios avançados de cancro do fígado.32 A evidência científica recente tem permitido aprofundar a nossa compreensão dos processos de imunossupressão no cancro do fígado, resultando numa crescente evidência de que reverter esta supressão pode ajudar o sistema imunitário a combater o cancro.32
O cancro do fígado é muitas vezes silencioso até estádios avançados.3 Conhecer os fatores de risco e adotar medidas preventivas pode ajudar a diminuir o risco de morte desta patologia.18,19
Desta forma, a prevenção revela-se crucial na luta contra o cancro do fígado e algumas medidas a adotar incluem:
Pessoas que apresentem um risco aumentado, como aquelas com infeção viral por hepatite B/C, ou cirrose, podem ser consideradas para rastreio.15 Consulte o seu médico para discutir os benefícios e desvantagens do rastreio e se, com base no seu risco, faz sentido a realização de exames de sangue e ecografias abdominais a cada seis meses.15 Adotar estas práticas pode fazer uma grande diferença na sua saúde e bem-estar a longo prazo.
Para além das informações que disponibilizamos, sabemos que a jornada do tratamento do cancro do fígado pode requerer apoio adicional. Por isso, criámos esta secção para o direcionar a organizações e serviços especializados. No website da EuropaColon, poderá encontrar informações valiosas sobre serviços de suporte, recursos e aconselhamento para doentes e familiares.
*Será direcionado para um link externo ao myastrazeneca.pt. A AstraZeneca não é responsável pelo seu conteúdo nem teve qualquer influência na sua elaboração.
AFP: Alfa-Fetoproteína; BCLC: Barcelona Clinic Liver Cancer; CHC: Carcinoma Hepatocelular; CTP: Colangiografia Transhepática Percutânea; CPRE: Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica; FNA: Aspiração com Agulha Fina; NASH: Esteato-hepatite não alcoólica; PET: Tomografia por Emissão de Positrões; PS: performance status; RM: Ressonância Magnética; TC: Tomografia computorizada; TAE: Embolização transarterial; TACE: Quimioembolização transarterial.
Veeva ID: PT-24122 Aprovado a 07/2026