Cancro do Fígado

O nosso compromisso de evoluir a ciência para definir novos alvos no tratamento do Cancro do Fígado

O que é o Cancro do Fígado

O fígado é o segundo maior órgão do corpo humano.1 Tem dois lóbulos e preenche o lado direito superior do abdómen dentro da caixa torácica.2 As principais funções do fígado incluem:

Figado Figado

O cancro do fígado afeta o sistema digestivo e é também um dos tipos de tumores que ocorrem no sistema hepatobiliopancreático, que inclui o fígado, o pâncreas e as vias biliares.4 Trata-se de uma condição em que as células se multiplicam de forma descontrolada, resultando na formação de células malignas nos tecidos do fígado.2,3

Quais são os tipos de cancro do fígado

O fígado é composto por diferentes tipos de células que podem formar vários tipos de tumores malignos (cancerosos) e benignos (não cancerosos). Estes tumores apresentam origens diferentes, são tratados de forma distinta e apresentam um prognóstico diferente.8

Carcinoma-hepatoceluullar

Carcinoma Hepatocelular (CHC)

É o tipo mais comum de cancro primário do fígado, representando mais de 90% dos tumores primários do fígado e desenvolve-se a partir das principais células hepáticas – os hepatócitos.1,8,10,11
 

O CHC ocorre em aproximadamente 85% dos doentes diagnosticados com cirrose.10


Atualmente, o CHC é a sexta causa mais comum de cancro em todo o mundo e é a segunda causa principal de morte por cancro em homens, com uma taxa de sobrevivência a cinco anos de 18%.9,10

Cancro das Vias Biliares (Colangiocarcinoma)

O colangiocarcinoma é um cancro raro das vias biliares, que são os ductos que ligam o fígado e a vesícula biliar ao intestino delgado e transportam a bílis, ajudando na digestão das gorduras.1

O colangiocarcinoma pode ser intra ou extrahepático, dependendo se o desenvolvimento da massa tumoral se dá dentro ou fora dos ductos do fígado, respetivamente.1

É um cancro de crescimento rápido e, por norma, com diagnóstico tardio, tornando-o uma doença desafiante e com prespetivas de recuperação, geralmente, pouco favoráveis.12

Sarcomas do fígado (angiossarcoma)

O angiossarcoma, ou hemangiossarcoma, é um tipo raro de sarcoma dos tecidos moles que começa nos vasos sanguíneos do fígado.1,4
 

Este tipo de cancro é extremamente raro e ocorre principalmente em pessoas mais velhas.1,4

Hepatoblastoma

O hepatoblastoma é um tipo muito raro de cancro primário do fígado que geralmente afeta crianças, tendo origem em células embrionárias do fígado.1,4 
 

Assim sendo, é mais frequentemente diagnosticado em crianças com menos de 2 anos.4

Epidemiologia Cancro do Fígado

A nível global

6º tipo de cancro mais comum no mundo.5

3ª causa de morte por cancro a nível mundial.5

55% é a estimativa de aumento da incidência do cancro do fígado entre 2020 e 2040.6

56% é a estimativa de aumento da mortalidade do cancro do fígado entre 2020 e 2040.6

Em Portugal

7º causa de morte por cancro em Portugal.7

+1700 novos diagnósticos de cancro do fígado em 2022.7

+1600 óbitos por cancro do 
fígado em 2022.7

Quais são os fatores de risco no cancro do fígado?

O risco de desenvolver qualquer cancro depende de diversos fatores, incluindo idade, estilo de vida, componente genética e fatores ambientais.17 No entanto, a presença de fatores de risco conhecidos não significa necessariamente que se desenvolverá cancro do fígado.17 Embora ainda não se conheçam todas as causas associadas a este tipo de cancro, os principais fatores de risco identificados são:

Excesso de peso ou Obesidade

Aumenta o risco de doença hepática gordurosa não alcoólica, que pode levar ao cancro do fígado.3,17

Tabagismo


Fumar aumenta o risco de vários tipos de cancro, incluindo o do fígado.3,17,19

Consumo de 
álcool

Pode causar cirrose e aumentar diretamente o risco de cancro do fígado.3,15,17,19

Infecção viral por 
Hepatite B, C ou D

Infeções crónicas podem causar cirrose e, consequentemente, cancro do fígado.3,15,17-19

Exposição a 
Aflatoxinas

Toxinas encontradas em alimentos mal armazenados (como amendoins e milho) que podem aumentar o risco de desenvolver cancro do fígado.3,15,17,19

Doenças Hepáticas Hereditárias

Condições como hemocromatose, doença de Wilson e esteatohepatite não-alcoólica (NASH) aumentam o risco.3,15,17,19

Histórico Familiar de Cancro do Fígado

Ter um parente próximo com cancro do fígado aumenta o seu risco.17,18

Diabetes

Pessoas com diabetes têm um risco aumentado de desenvolver cancro do fígado.3,15,17,18

Cirrose

Cicatrização do fígado devido a danos anteriores

que aumenta significativamente o risco de cancro do fígado.3,15,17-19

Idade Avançada

A maioria dos casos de cancro do fígado ocorre em pessoas com mais de 60 anos.17,18

Perda de peso inexplicável.2,3,13-16

Icterícia (amarelecimento da pele e dos olhos).2,3,13-16

Icterícia (amarelecimento da pele e dos olhos).2,3,13-16

Náuseas e 
vómitos.2,3,13-16

Abdómen 
inchado.2,3,14-16

Perda de apetite ou sensação de saciedade após comer pequenas quantidades.2,3,13-16

Dor no abdómen ou perto da omoplata direita.2,3,13-16

Nódulo no lado direito do abdómen.2,3,13,14,16

Fadiga 
extrema.2,3,13-15

Hematomas ou hemorragias fáceis.2,3

Como é feito o diagnóstico e estadiamento do cancro do fígado?

Diagnóstico 

A deteção precoce é crucial para um melhor prognóstico e tratamento eficaz.21
Se apresentar sintomas sugestivos de cancro do fígado, consulte um profissional de saúde que o pode ajudar através de exames complementares de diagnóstico a obter um diagnóstico completo, bem a como compreender a extensão da doença.1 

Exames complementares de diagnóstico para Cancro do Fígado

  • Exame Físico e História Clínica: 
    – Exame físico para verificar a presença de nódulos, inchaço ou outros sinais invulgares.21-23
    – Revisão da história clínica para identificar fatores de risco e sintomas.21-23
  • Análises ao Sangue: 
    – Testes de Função Hepática.21-25 
    – Teste de Alfa-Fetoproteína (AFP): Níveis elevados níveis de AFP podem estar relacionados com cancro do fígado.21,23
    – Testes para Hepatite Viral: Verificam a presença de hepatite B e C, fatores de risco para o cancro do fígado.22,23
  • Exames Imagiológicos:
    – Ultrassonografia: Fornece imagens de tumores no fígado utilizando ondas sonoras.21-23 
    – Tomografia Computorizada (TC): Oferece imagens detalhadas em secções transversais para determinar o tamanho e localização do tumor.21-23
    – Ressonância Magnética (RM): Utiliza campos magnéticos e ondas de rádio para produzir imagens detalhadas e determinar se o cancro se disseminou para outras áreas do corpo.21-23 
 
  • Biópsia:
    – Biópsia por Aspiração com Agulha Fina (FNA): Utiliza uma agulha fina para extrair fluído, tecido tumoral ou células para análise.21,23
    – Biópsia com Agulha Grossa: Utiliza uma agulha ligeiramente maior para remover uma amostra de tecido tumoral.21,23 
    – Biópsia Laparoscópica: Cirurgia minimamente invasiva para recolher amostras de tecido tumoral.21,23 
    – Biópsia Cirúrgica: Pode envolver a remoção de parte ou de todo o tumor para exame.23
 
  • Testes Adicionais para Suspeita de Cancro do Fígado Secundário:
    – Tomografia por Emissão de Positrões (PET): Permite determinar a invasão do tumor através da medição de áreas de alta captação de glicose.21,24
    – Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE): Utiliza um endoscópio e um catéter para examinar os ductos biliares.12 
    – Colangiografia Transhepática Percutânea (CTP): Injeta diretamente contraste nos ductos biliares ou fígado para imagiologia por raios-X.20

Em resumo:

– Uma combinação de exames físicos, bioquímicos e imagiológicos são frequentemente utilizados para diagnosticar o cancro do fígado.
– A biópsia permanece o método mais definitivo para diagnosticar o cancro do fígado, embora nem sempre seja necessário se os exames imagiológicos forem conclusivos.21,23 
- Testes adicionais podem ser necessários para verificar a disseminação do cancro ou examinar os ductos biliares, dependendo das circunstâncias individuais. 

Compreender os vários testes diagnósticos para o cancro do fígado pode ajudá-lo/a a saber o que esperar e a importância da deteção precoce. Se apresentar quaisquer sintomas ou tiver fatores de risco, consulte o seu profissional de saúde para uma avaliação completa e testes adequados.

O estadiamento é fundamental para compreender a extensão do cancro do fígado e planear o tratamento adequado.4,26 Este processo determina se a massa tumoral se propagou ou não para outros orgãos e, se sim, em que proporções.23

 

Sistema de Estadiamento BCLC (Barcelona Clinic Liver Cancer) 

O seu médico pode recorrer a diversos sistemas para o estadiamento e para determinar o tratamento mais adequado para cada caso.26 Um desses sistemas é o Barcelona Clinic Liver Cancer (BCLC) que tem em consideração os seguintes fatores:

  • Número e tamanho dos tumores no fígado.12,27 
  • Saúde geral e estado físico.26,27
  • Classificação de Child-Pugh para avaliar a função hepática.12,26,27

A pontuação Child-Pugh é uma ferramenta de avaliação da função hepática, especialmente relevante para doentes com cirrose hepática, uma condição frequentemente associada ao cancro do fígado.23

 

O sistema BCLC permite classificar os doentes em cinco estadios distintos:27

Estadio 0 (Muito precoce):

Tumor único com tamanho inferior a 2 cm. Doente com boa condição física e com função hepática normal 
(Child-Pugh A).

Estadio A (Precoce):

Tumor único de qualquer tamanho ou até três tumores menores que 3 cm cada.
 

O doente encontra-se em bom estado geral e ativo, e com a função hepática normal ou ligeiramente comprometida

(Child-Pugh A ou B).

Estadio B (Intermédio):

Presença de múltiplos tumores no fígado.
 

O doente mantém-se em bom estado geral e ativo, com função hepática normal ou ligeiramente comprometida

(Child-Pugh A ou B).

Estadio C (Avançado):

O cancro propagou-se para os vasos sanguíneos, gânglios linfáticos ou outros órgãos.
 

O doente não se sente bem e está menos ativo, mas a função hepática ainda está preservada (Child-Pugh A ou B).

Estadio D (Terminal):

Indica doença hepática avançada em que o doente apresenta sintomas graves.
 

O doente tem disfunção hepática grave (Child-Pugh C) ou encontra-se num estado muito debilitado.


Adaptado de 27

O estadiamento do cancro do fígado, abrangendo sistemas como BCLC e a classificação Child-Pugh, é essencial para uma abordagem abrangente e personalizada no tratamento desta doença complexa. Ao integrar informações clínicas, radiológicas e patológicas, os médicos podem tomar decisões informadas para oferecer o melhor cuidado aos doentes.23,26

Quais são as opções de tratamento do cancro do fígado?

Os tratamentos do cancro primário do fígado dependem do estadio da doença, da idade, saúde geral e preferências pessoais do doente.25 Embora o objetivo seja o diagnóstico e a deteção precoces, a maioria dos sinais e sintomas só surgem num estadio avançado, e tumores em estadios iniciais são frequentemente difíceis de detetar em exames físicos ou em parâmetros bioquímicos.28 Deste modo, a maioria dos doentes é diagnosticada em estadios mais avançados da doença, quando as opções de tratamento são limitadas.28

Opções de tratamento no estadio inicial (Estadio 0 a A) e no estadio intermédio (Estadio B)

  • Cirurgia para remover o tumor. É retirado um fragmento de tecido, juntamente com algum tecido saudável circundante. O tecido hepático restante assume as funções do fígado e tem uma capacidade regenerativa.29
  • Transplante de fígado, realizado com intuito curativo para alguns doentes nos estadios iniciais da doença. Este procedimento pode ser realizado quando a doença se encontra restrita ao fígado e é identificado um dador compatível.29
  • Ablação térmica que utiliza calor para destruir as células cancerígenas em doentes nos estadios iniciais da doença. Existem diferentes tipos de ablação que podem ser utilizados, nomeadamente: a ablação por radiofrequência, terapia por micro-ondas, injeção percutânea de etanol, crioablação e terapia por eletroporação.29 

A terapia de embolização é utilizada com o objetivo de tratar tumores em estadios iniciais e intermédios que não podem ser tratados com cirurgia ou ablação térmica e cujo tumor se encontra circunscrito ao fígado. Existem dois tipos principais de terapia de embolização: a Embolização Transarterial (TAE) e a Quimioembolização Transarterial (TACE) e a Radioembolização Transarterial (TARE).29,30 Ambos os métodos visam restringir o crescimento do tumor ao privá-lo de nutrientes essenciais, bloqueando o fluxo sanguíneo para o tumor utilizando uma substância que obstrui a artéria hepática. Para além deste mecanismo de ação, a TACE permite ainda a administração de quimioterapia diretamente na artéria para aumentar a exposição do tumor ao medicamento.29

 

Opções de tratamento no estadio intermédio (Estadio B) e avançado (Estadio C):

  • Terapia sistémica, utilizada em doentes no Estadio B que não são elegíveis para outros tratamentos ou que progrediram sob outras terapêuticas, bem como em doentes no Estadio C.30

 

Isto inclui várias abordagens de tratamento, como a terapia direcionada e a imunoterapia.29

Opções de tratamento no estadio 
terminal (Estadio D):

  • Suporte paliativo para gestão da dor, nutrição e apoio psicológico.31
  • Radioterapia com intuito paliativo, para aliviar sintomas relacionamos com a doença.31
 
  • Intervenções nutricionais adaptadas a casos individuais, com foco em aconselhamento dietético e, quando necessário, nutrição artificial, para desacelerar a desnutrição, prevenir a desidratação e melhorar a qualidade de vida geral.31
  • Aspectos psicossociais e espirituais devem ser integrados na gestão de cuidados de doentes terminais.31

 

Atualmente, existe uma necessidade médica crítica de novos tratamentos para doentes em estadios avançados de cancro do fígado.32 A evidência científica recente tem permitido aprofundar a nossa compreensão dos processos de imunossupressão no cancro do fígado, resultando numa crescente evidência de que reverter esta supressão pode ajudar o sistema imunitário a combater o cancro.32

Quais as medidas a adotar para a prevenção do cancro do fígado?

O cancro do fígado é muitas vezes silencioso até estádios avançados.3 Conhecer os fatores de risco e adotar medidas preventivas pode ajudar a diminuir o risco de morte desta patologia.18,19

Desta forma, a prevenção revela-se crucial na luta contra o cancro do fígado e algumas medidas a adotar incluem:

Prática de atividade física regular e manutenção de um peso saudável.3,15

Vacinação contra 
a hepatite B.3,15,19

Prevenir a 
hepatite C.15

Não fumar, ou parar caso seja fumador.3,18

Evitar o consumo excessivo de álcool, evitando beber mais de 14 unidades de álcool por semana.3,15,18

Usar roupas e máscaras de proteção se trabalhar com produtos químicos nocivos.18

Reduzir a exposição à aflatoxina B1.19

Pessoas que apresentem um risco aumentado, como aquelas com infeção viral por hepatite B/C, ou cirrose, podem ser consideradas para rastreio.15 Consulte o seu médico para discutir os benefícios e desvantagens do rastreio e se, com base no seu risco, faz sentido a realização de exames de sangue e ecografias abdominais a cada seis meses.15 Adotar estas práticas pode fazer uma grande diferença na sua saúde e bem-estar a longo prazo.

Serviço de apoio externo

Para além das informações que disponibilizamos, sabemos que a jornada do tratamento do cancro do fígado pode requerer apoio adicional. Por isso, criámos esta secção para o direcionar a organizações e serviços especializados. No website da EuropaColon, poderá encontrar informações valiosas sobre serviços de suporte, recursos e aconselhamento para doentes e familiares.

 

 

*Será direcionado para um link externo ao myastrazeneca.pt. A AstraZeneca não é responsável pelo seu conteúdo nem teve qualquer influência na sua elaboração.

AFP: Alfa-Fetoproteína; BCLC: Barcelona Clinic Liver Cancer; CHC: Carcinoma Hepatocelular; CTP: Colangiografia Transhepática Percutânea; CPRE: Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica; FNA: Aspiração com Agulha Fina; NASH: Esteato-hepatite não alcoólica; PET: Tomografia por Emissão de Positrões; PS: performance status; RM: Ressonância Magnética; TC: Tomografia computorizada; TAE: Embolização transarterial; TACE: Quimioembolização transarterial.

 

  1. Cancer Research UK. About cancer. Liver cancer: What is a liver cancer?. Disponível em: https://www.cancerresearchuk.org/about-cancer/liver-cancer/about-liver-cancer, consultado em julho de 2026;
  2. Centers for Disease Control and Prevention. Liver cancer basics. Disponível em: https://www.cdc.gov/liver-cancer/about/index.html, consultado em julho de 2026; 
  3. Hospital CUF – Cancro do Fígado. Disponível em: https://www.cuf.pt/saude-a-z/cancro-do-figado, consultado em julho de 2026;
  4. International Agency for Research on Cancer. Liver cancer fact sheet (2022). Global Cancer Observatory. Disponível em: https://gco.iarc.who.int/media/globocan/factsheets/cancers/11-liver-and-intrahepatic-bile-ducts-fact-sheet.pdf, consultado em julho de 2026.
  5. Oh JH & Jun DW. The latest global burden of liver cancer: A past and present threat. Clinical and Molecular Hepatology 2023;29:355-357;
  6. International Agency for Research on Cancer. Portugal fact sheet (2022). Global Cancer Observatory. Disponível em: https://gco.iarc.who.int/media/globocan/factsheets/populations/620-portugal-fact-sheet.pdf, consultado em julho de 2026;
  7. American Cancer Society. What is liver cancer? Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/liver-cancer/about/what-is-liver-cancer.html, consultado em julho de 2026;
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  9. Asafo-Agyei KO, Samant H. Hepatocellular Carcinoma. In: StatPearls. StatPearls Publishing, Treasure Island (FL); 2026. PMID: 32644603;
  10. Mayo Clinic. Hepatocellular carcinoma (liver cancer). Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/hepatocellular-carcinoma/cdc-20354552, consultado em julho de 2026;
  11. Cleveland Clinic. Cholangiocarcinoma. Disponível em: https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/21524-cholangiocarcinoma, consultado em julho de 2026;
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  29. National Cancer Institute. Liver cancer treatment. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/liver/what-is-liver-cancer/treatment, consultado em julho de 2026;
  30. Reig M, et al. BCLC strategy for prognosis prediction and treatment recommendations: The 2026 update. Journal of Hepatology. 2026;84(3):631-654;
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  32. Yu H, et al. Preclinical exploration and current clinical applications of immunotherapeutic strategies for hepatocellular carcinoma. Front Immunol. 2026 Feb 10;17:1769251.

Veeva ID: PT-24122 Aprovado a 07/2026