Lúpus

Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) é uma 


doença autoimune sistémica.1

Somos impulsionadores da inovação na Imunologia

A nossa ambição é criar novas terapêuticas transformacionais para várias doenças mediadas pelo sistema imunológico. Procuramos ir além do controlo dos sintomas para impulsionar a remissão clínica e, por fim, a cura de doenças imunomediadas nas quais existem muitas necessidades médicas não satisfeitas. Pretendemos mostrar ao mundo o que a ciência pode fazer... enquanto nos empenhamos para transformar os cuidados das pessoas que vivem com doenças imunomediadas.

O que é o Lúpus Eritematoso Sistémico (LES)?

O LES é uma doença crónica na qual o sistema imunitário reage contra células e tecidos do meio interior, do próprio (auto).1,2

 

É o facto de diferentes sistemas do nosso organismo poderem ser alvo desta desregulação que a define como sistémica. O LES é uma doença bastante heterogénea, podendo manifestar-se através de um amplo espectro de sinais e sintomas, incluindo erupções cutâneas, dores articulares, edema e febre.3

 

Durante muitos anos esta doença não foi alvo de inovação terapêutica significativa. A carga física, emocional e socio-económica do LES permanece elevada para as pessoas que vivem com esta doença.4,5,6

Guia Prático: Lúpus Eritematoso Sistémico

Este Guia Prático constitui a primeira ferramenta dedicada à gestão integrada do LES em Portugal, oferecendo aos especialistas uma abordagem simultaneamente prática e cientificamente fundamentada e atualizada, que facilita a tomada de decisão no acompanhamento destes doentes.

Estudo TRANSfORM

Descubra aqui os principais dados do estudo TRANSfORM e explore o poster com os resultados finais apresentados no SLEuroThe European Lupus Society 2026.

Desbloquear a ciência em torno do LES

Nas pessoas que vivem com LES, o sistema imunitário encontra-se disfuncional e ataca, de forma inadequada, os tecidos saudáveis do organismo.2 A atividade da doença envolve células B, T e dendríticas, bem como citocinas inflamatórias, como o interferão tipo I (IFN‑I), a IL‑6 e o fator de ativação das células B (BAFF).7 As citocinas são moléculas que atuam como sinalizadores imunológicos, regulando processos ao longo das vias imunitárias que coordenam a resposta imune global. Em condições normais, estas células atuam em conjunto como uma rede de defesa que nos protege de infeções.8 No LES, esta disfunção leva o sistema imunitário a atacar os próprios tecidos do organismo.9 Isto pode conduzir a inflamação e, em alguns casos, a lesões tecidulares permanentes, que podem ser generalizadas e afetar a pele, as articulações, o coração, os pulmões, os rins e as células sanguíneas.9,10,11 Entre 60 a 80% dos adultos com LES apresentam uma assinatura genética elevada de IFN‑I, a qual pode estar associada a maior gravidade da doença.12,13

 

Ao compreender o papel das principais citocinas na cascata inflamatória, podemos começar a desvendar, ainda mais, a natureza complexa desta doença.

 

A AstraZeneca está a apoiar‑se no conhecimento já existente sobre a doença e na biologia emergente, incorporando aprendizagens de outras áreas terapêuticas, como a oncologia, para desenvolver novas abordagens de tratamento para o LES. Estes esforços são essenciais para as pessoas que vivem com LES que continuam sem um controlo adequado da doença com as terapêuticas atuais. Estão a ser exploradas soluções avançadas, incluindo novas abordagens com anticorpos e terapêuticas celulares, para ajudar a modular os processos fisiopatológicos que conduzem ao LES, com o objetivo de alcançar uma remissão sustentada.

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O mecanismo biológico subjacente ao LES, no qual a desregulação do sistema imunitário inato e adaptativo resulta na progressão da doença.14

O impacto do Lúpus Eritematoso Sistémico

Mais de 3,4 milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas pelo LES.15 Esta doença crónica e complexa é conhecida “como grande imitadora”, já que os seus sintomas mimetizam os de outras doenças, demorando em média 6 anos desde os primeiros sinais até ao diagnóstico.15-17

90% das pessoas com LES são mulheres. A doença afeta desproporcionalmente afrodescendentes, asiáticos ou hispânicos.17

A mortalidade pode ser até cinco vezes maior em doentes com menos de 45 anos e até três vezes maior em mulheres, quando comparada com a da população geral.18,19

 

O LES representa uma carga financeira significativa para os doentes, as suas famílias e os sistemas de saúde.2,20

Além dos sintomas físicos o LES pode reduzir a qualidade de vida dos doentes e causar transtornos de humor, além de sentimentos de depressão e ansiedade.2

Em Portugal um rastreio realizado entre 2011-2013 estimou que cerca de 10 mil pessoas (0,1% da população) viviam com Lúpus Eritematoso Sistémico21

Ir ao encontro das necessidades não satisfeitas na comunidade de doentes com LES

O LES é uma doença de curso flutuante e recidivante (ou seja, com sintomas que surgem e desaparecem), caracterizada por exacerbações imprevisíveis de dor e inflamação.5,17,22 Mesmo com tratamento, muitas pessoas com LES podem desenvolver dano irreversível de órgão, não ter a atividade da doença controlada e até morrer.23

 

Os doentes recorrem frequentemente ao uso prolongado de tratamentos, como os glucocorticoides orais (GCs), que proporcionam algum alívio dos sintomas mas não tratam os mecanismos fisiopatológicos do LES.17,24 Os GCs são utilizados por aproximadamente 80% das pessoas com LES para controlar as flares; no entanto o seu uso contribui para a acumulação de dano de órgão que pode ser irreversível.24,25 Como resultado, muitos apresentam uma resposta terapêutica inadequada e poucos alcançam a remissão.25 Os dados mostram que reduzir o uso de GCs pode diminuir o risco de dano irreversível de órgão e os custos em saúde. Adicionalmente, o atingimento sustentado de remissão está associado a um melhor prognóstico, a uma menor taxa de mortalidade e uma melhor qualidade de vida relacionada com a saúde.26,27

 

Recomendações recentes da European Alliance of Associations for Rheumatology (EULAR) defendem a definição de um alvo terapêutico de remissão ou baixa atividade da doença, de forma a reduzir o risco de dano de órgão e de resultados adversos nos doentes. Para atingir estes objetivos, a EULAR aconselha os clínicos a reduzirem e suspenderem sempre que possível a utilização de GCs na gestão destes doentes.28

 

Existe uma necessidade urgente de melhorar os resultados para os doentes e de responder às necessidades médicas não satisfeitas associadas ao LES.

A nossa ambição no LES: tornar a remissão uma realidade

A remissão no LES, de acordo com a EULAR (critérios DORIS), implica ausência de atividade da doença enquanto o doente mantém tratamento com antimaláricos, imunossupressores e/ou biológicos. A utilização de GCs quando necessária deve ser numa dose baixa, isto é, ≤ 5 mg/dia de prednisolona (ou equivalente).28,29

 

Estamos a desvendar a ciência do sistema imunitário para responder às significativas necessidades não satisfeitas que existem no LES. Ao investigar os fatores impulsionadores desta doença complexa, pretendemos trazer avanços científicos à comunidade do LES — incluindo a remissão — e desafiar limites que têm sido aceites durante demasiado tempo.

Viver com Lúpus Eritematoso Sistémico (LES)

O LES afeta cada pessoa de forma diferente e pode ser inesperado. De seguida poderá ouvir o testemunho de pessoas que vivem com a doença. Estes relatos refletem o impacto que o LES pode ter na vida dos doentes, as estratégias que encontraram para conviver com a doença e as suas expectativas para o futuro.

Márcio Guedes - Portugal

O Márcio foi diagnosticado com Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) aos 16 anos e vive há mais de 30 com a doença.

 

Neste testemunho reflete sobre: o impacto da literacia em saúde, a importância de uma rede de apoio familiar sólida e os desafios de viver com LES sendo homem, já que apenas 1 em cada 10 doentes diagnosticados.

Alexandra Martins - Portugal

Neste testemunho através de uma mensagem inspiradora que releva a importância do acompanhamento do seu médico assistente, a Alexandra, com um diagnóstico de LES na adolescência, fala sobre a sua jornada e que apesar das dificuldades é possível viver e conviver diariamente com o Lúpus.

Mónica Rebelo - Portugal

“Viver com Lúpus não é fácil. Mas é possível.” - Mónica Rebelo vive com Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) há mais de 20 anos e neste testemunho partilha o que aprendeu sobre a importância da literacia em saúde, o impacto de um diagnóstico atempado, a força da rede de apoio, o papel fundamental dos profissionais de saúde que a acompanham e a missão da associação de doentes da qual faz parte.

De olhos postos no futuro

Apesar dos rápidos avanços na investigação clínica em Imunologia, persistem grandes necessidades não satisfeitas para muitos doentes com doenças imunomediadas.30

 

Na área da Imunologia, ambicionamos ajudar estes doentes a ultrapassar o mero controlo sintomático, alcançando a remissão e, um dia, a cura. Continuamos a investigar os mecanismos fisiopatológicos de outras doenças imunomediadas — como a doença de Crohn, as miopatias inflamatórias idiopáticas e a esclerose sistémica — para aprofundar a compreensão dos seus fatores desencadeantes.

ADN: Ácido desoxirribonucleico; BAFF: B-cell activating factor (fator de ativação das células B); DORIS: Definition of Remission in Systemic Lupus Erythematosus (Definição de Remissão no Lúpus Eritematoso Sistémico); EULAR: European Alliance of Associations for Rheumatology (Aliança Europeia de Associações de Reumatologia); FcγR: Fc gamma receptor (recetor Fc gama); GCs: Glucocorticoides orais; IFN-I: Interferão tipo I; IL-6: Interleucina 6; LES: Lúpus Eritematoso Sistémico; mDC: myeloid dendritic cell (célula dendrítica mielóide); NK: natural killer (célula natural killer/linfócito NK); pDC: plasmacytoid dendritic cell (célula dendrítica plasmocitóide).

 

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Veeva ID: PT-23285 Aprovado a 04/2026