Cancro da Próstata

Transformar os resultados a longo prazo no Cancro da Próstata

Sobre o Cancro da Próstata

O cancro da próstata é o segundo tipo de cancro mais diagnosticado e a quinta principal causa de morte por cancro no mundo entre os homens1, com uma indicência de quase 1,5 milhões de casos e aproximadamente 400.000 mortes globalmente em 2022.1,2

 

Apesar do aumento no número de terapias disponíveis, o problema persiste,3 sendo previsto que o número de óbitos por cancro da próstata mais que duplique até 2050.2 Na AstraZeneca, o nosso objetivo é ajudar a melhorar a vida destes doentes, com a ambição de, um dia, eliminar o cancro da próstata como causa de morte.

Impacto global do Cancro da Próstata

Em 2022, foi a 5.ª principal causa de morte nos homens a nível mundial

Prevê-se que os casos quase dupliquem: de aproximadamente 1 467 000 para 2 900 000 até 2050

Adaptado de 1 e 2

Porque razão é uma glândula tão pequena vulnerável ao Cancro?

Compreender o papel da próstata ao longo da vida ajuda a entender a razão pela qual é vulnerável ao cancro. A próstata é uma glândula do sistema geniturinário masculino que, ao atingir a puberdade, ajuda a produzir o sémen, que protege e nutre os espermatozóides.4,5 Esta glândula também produz o Antigénio Específico da Próstata (PSA) para controlar a motilidade dos espermatozóides.6,7 À medida que mais hormona de crescimento, como a testosterona, é produzida, a próstata aumenta gradualmente de tamanho e continua a crescer com a idade.8 Embora isto faça parte de um processo normal no envelhecimento, se o crescimento se tornar descontrolado, pode desenvolver-se um cancro.5

 

O número de doentes diagnosticados com cancro da próstata está a aumentar, em parte devido ao envelhecimento da população.9-11 Muitos doentes são diagnosticados com cancro da próstata em fase inicial (localizado), mas aproximadamente 20 a 30% verão a sua doença progredir para um estádio avançado (metastático).12 Na AstraZeneca, estamos empenhados em melhorar os resultados para os doentes afetados por cancro da próstata, e o nosso objetivo é apoiar a identificação precoce da doença, de forma a otimizar o potencial das abordagens terapêuticas.

Impacto global do Cancro da Próstata

Idade

Homens com idade superior a 50 anos

Etnia

Homens de ascendência africana ou afro-caribenha

Histórico familiar

Mutações genéticas hereditárias

Obesidade

Estudos científicos sugerem uma ligação entre a obesidade e muitos cancros, incluindo o cancro da próstata

Adaptado de 5 e 10

O tempo é tudo - mas porquê?

Um diagnóstico precoce pode trazer benefícios significativos para a sobrevivência, especialmente quando a doença é identificada num estádio inicial e mais tratável. Ao comparar as taxas de sobrevivência após o diagnóstico, observa-se uma diferença significativa entre um diagnóstico precoce (localizado) e um diagnóstico tardio (avançado/metastático). A taxa de sobrevivência a cinco anos para a maioria dos doentes com cancro da próstata localizado é de quase 100%, enquanto que os doentes com cancro da próstata avançado a taxa cai para 32%.13,14 Ao procurar o diagnóstico precoce, temos uma oportunidade crucial de reduzir a probabilidade de progressão para a forma avançada da doença, ajudar os doentes a manterem uma boa qualidade de vida e diminuir o risco de morte.13-15

Quais são os estádios do Cancro?

Cancro da próstata
localizado

Abrange os estádios I e II. O cancro está limitado à próstata e não se espalhou para os gânglios linfáticos nem para outras partes do corpo.

Cancro da próstata localmente avançado

O cancro começou a ultrapassar os limites da próstata ou disseminou-se para a área imediatamente adjacente.

Cancro da próstata avançado/metastático

O cancro disseminou-se da próstata para outras partes do corpo. Desenvolve-se quando as células do cancro da próstata circulam pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático.

Adaptado de 16

 

O cancro da próstata é intrinsecamente sensível à estimulação hormonal pelas hormonas sexuais masculinas. Portanto, o controlo dos níveis hormonais é de importância crítica durante o tratamento.16 No entanto, o cancro da próstata pode tornar-se não-responsivo aos agentes hormonais, sendo necessário considerar opções de tratamento alternativas para controlar a doença.17 Se o cancro se tornar resistente ao tratamento hormonal, pode progredir localmente e disseminar-se (metastizar)  para outras partes do corpo.18,19 Nessa fase da doença, é fundamental controlar os sintomas, retardar a progressão e prolongar a vida o melhor possível.20,21

Que tratamentos estão disponíveis?

Vigilância ativa

Cirurgia

Radioterapia

Terapia hormonal

Quimioterapia

Terapias alvo

Adaptado de 16 e 21

O que é o Cancro da Próstata metastático resistente à castração?

Até cerca de 20% dos casos de cancro da próstata avançado evoluem para cancro da próstata resistente à castração (CPRC) em aproximadamente cinco anos após o diagnóstico.22 O CPRC deixa de responder de forma eficaz aos tratamentos que reduzem os níveis de testosterona. Se o cancro crescer e se propagar para outras partes do corpo, passa a chamar‑se cancro da próstata metastático resistente à castração (mCRPC). A maioria dos doentes com mCRPC sucumbe a esta doença agressiva dentro de dois a três anos, o que demonstra a necessidade crítica de avanços terapêuticos nesta área.23,24

 

Reconhece-se que os cancros da próstata são biologicamente heterogéneos — ou seja, não são todos iguais.25 Historicamente, no tratamento do mCRPC, a terapia hormonal tem sido usada para controlar os níveis de hormonas de crescimento, sendo a quimioterapia também uma opção.23 Estudos científicos mostraram que aproximadamente 25% dos casos de mCRPC estão associados a defeitos na via de sinalização relacionada aos principais mecanismos de reparação do ADN.26 Ao determinar o perfil genético e avaliar a alteração de genes específicos de reparação de ADN associados ao tumor de um doente, pode ser possível considerar abordagens terapêuticas inovadoras.27

 

Uma dessas abordagens e classe de potenciais terapias direcionadas para o mCRPC são os inibidores da PARP (poli-ADP ribose polimerase), que bloqueiam a atividade da proteína de reparação de ADN PARP. Embora a PARP seja necessária para que as células “saudáveis” reparem danos no ADN, essa atividade pode ser interrompida em células cancerígenas com inibidores da PARP, impedindo a reparação do ADN e provocando a morte celular.27

O papel da resposta ao dano no ADN (DDR) e das vias de reparação genética

Todos os dias, as cadeias de ADN nas células sofrem danos e, em seguida, são reparadas para que possam voltar a funcionar normalmente. Muitos genes estão envolvidos neste processo de resposta ao dano no ADN (DDR, na sigla em inglês) — incluindo BRCA1, BRCA2 e ATM.28-30 Estes genes atuam como supressores de tumores e fazem parte de uma das vias de reparação conhecidas como reparação por recombinação homóloga (HRR).28

 

As mutações nestes genes resultam numa HRR comprometida e numa capacidade reduzida da célula de reparar o seu ADN. Mutações noutros genes da HRR também podem influenciar o desenvolvimento de cancro.26,29


Através de uma abordagem direcionada, os inibidores da PARP podem ser utilizados para atingir a família de enzimas (PARPs) envolvidas na DDR.27,30 Ao inibir a ação das PARP, a célula precisa de recorrer a vias alternativas de reparação do ADN para sobreviver. No caso das células cancerígenas, há menos vias funcionais disponíveis, e o nível excessivo de danos no ADN leva à morte celular.27,28,31

Origem germinativa ou somática do desenvolvimento tumoral

As mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 são um exemplo de como o cancro pode formar-se, mas estes genes são apenas dois entre muitos envolvidos na reparação por recombinação homóloga (HRR) — um processo de reparação do ADN de alta fidelidade. Mutações noutros genes de HRR também podem influenciar o desenvolvimento do cancro.26

Origem Germinativa

Quando se herda uma cópia mutada do gene BRCA de um dos progenitores.

 

Todas as células contêm uma cópia mutada e uma cópia normal do gene BRCA. Embora funcionais, estas células têm maior predisposição para o cancro

Quando a cópia normal do gene BRCA sofre uma mutação somática, isso pode desencadear a formação de tumores

Origem Somática

Quando a mutação no gene BRCA não é hereditária.

 

Todas as células têm duas cópias normais do gene BRCA

Se uma das cópias do gene BRCA sofrer uma mutação somática, perde-se essa cópia e a outra mantém-se normal

Se ocorrer uma segunda mutação somática na cópia normal, perdem-se as duas cópias do gene BRCA, o que pode promover a formação de tumores

Adaptado de 32

A importância dos testes genéticos e de biomarcadores

Até hoje, as abordagens tradicionais para o tratamento do cancro da próstata avançado foram limitadas, com pouca consideração ao perfil genético do tumor e como este poderia orientar as decisões terapêuticas para personalizar melhor o cuidado e melhorar os desfechos da doença.23

 

O perfil genético ou teste molecular pode avaliar a presença de mutações genéticas germinativas e somáticas. Uma mutação germinativa é hereditária e pode ser identificada por meio de um teste de sangue ou saliva, comparando a amostra com o nosso genoma conhecido. Já as mutações somáticas são adquiridas durante a divisão celular natural ou devido à exposição a fatores ambientais ao longo da vida.32-34 Como mutações somáticas estarão presentes apenas nas células originadas da célula inicialmente mutada, geralmente só são testadas após a formação de um tumor, por meio da recolha de uma amostra de tecido tumoral para análise de alterações genéticas.33,34

 

Testar alterações em genes de reparação do ADN é importante para identificar doentes que possam beneficiar de abordagens terapêuticas direcionadas, sendo também clinicamente relevante para fins prognósticos e de avaliação de risco, como para determinar o risco de outros membros da família ou o aumento do risco de outros tipos de cancro associados ao mesmo perfil genético.33

A nossa abordagem

A forma como tratamos o cancro está a mudar para uma abordagem mais "personalizada" e direcionada, e o cancro da próstata não é exceção. 

 

Embora as mutações genéticas impulsionem o desenvolvimento do cancro, elas também nos podem ajudar a entender e explorar deficiências nos mecanismos de reparação de ADN de certos tipos de cancro.

O nosso compromisso

Na AstraZeneca, permanecemos fortemente comprometidos com a investigação inovadora, reforçando a nossa longa trajetória em oncologia e procurando apoiar o maior número possível de doentes que vivem com cancro da próstata.
Continuaremos a investigar opções de tratamento personalizadas para pessoas com cancro da próstata metastático resistente à castração (mCRPC), como já foi feito no cancro do ovário, mama e pâncreas, para que um dia possamos alcançar nossa ambição de eliminar o cancro da próstata como causa de morte.

 

O número de doentes diagnosticados com cancro da próstata está a aumentar, em parte devido ao envelhecimento da população.9-11 Muitos doentes são diagnosticados com cancro da próstata em fase inicial (localizado), mas aproximadamente 20 a 30% verão a sua doença progredir para um estádio avançado (metastático).12 Na AstraZeneca, estamos empenhados em melhorar os resultados para os doentes afetados por cancro da próstata, e o nosso objetivo é apoiar a identificação precoce da doença, de forma a otimizar o potencial das abordagens terapêuticas.

Aumentar a conscientização sobre os riscos e sintomas do Cancro da Próstata

Never Miss é uma campanha educacional global, cocriada com a MSD, que tem como objetivo promover o diagnóstico precoce do cancro da próstata. Esta iniciativa aborda as barreiras pessoais que impedem muitos homens de realizarem exames para detectar o cancro da próstata, aproveitando a sua paixão por desporto para captar a sua atenção online.

A campanha concentra-se em incentivar conversas entre os homens e os seus entes queridos, para que não percam a oportunidade de um diagnóstico precoce.

 

Ao envolver os homens e as suas famílias através do site multilíngue ProstateNeverMiss.com incentiva-se a leitura de conteúdos informativos e, assim, ajuda-se o nosso público-alvo a aprofundar o seu conhecimento sobre os riscos do cancro da próstata e a importância do diagnóstico precoce.

 

*Será direcionado para um link externo ao myastrazeneca.pt. A AstraZeneca não é responsável pelo seu conteúdo nem teve qualquer influência na sua elaboração.

Veeva ID: PT-22775 Aprovado a 02/2026

Abreviaturas & referências

BRCA: gene do cancro da mama (utiliza-se internacionalmente a sigla BRCA, do inglês BReast CAncer Gene); CPCR: Cancro da Próstata Resistente à Castração; mCPCR: Cancro da Próstata Resistente à Castração mestastático; ADN: ácido desoxirribonucleico; DRR: reparo por reversão direta (DRR, do inglês Direct Reversal Repair) do DNA; HRR: Recombinação Homóloga; PARP: poli (ADP-ribose) polimerase; PSA: Antigénio Específico da Próstata (utiliza-se internacionalmente a sigla PSA, do inglês Prostate Specific Antigen).

 

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  3. Kawczak P, Bączek T. Emerging Therapeutic Strategies in Prostate Cancer: Targeted Approaches Using PARP Inhibition, PSMA-Directed Therapy, and Androgen Receptor Blockade with Olaparib, Lutetium (177Lu)Vipivotide Tetraxetan, and Abiraterone. J Clin Med. 2026 Jan 14;15(2):685;
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